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Like A Man

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Ser pai é...

 

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Ser pai é uma coisa fantástica. Sim dá muito trabalho, dores de cabeça e muitos cabelos brancos e, se pensarmos na parte financeira... bom, o melhor mesmo é não pensar.

Ainda para mais quando, à medida que vemos os nossos filhos crescerem, somos confrontados com o nosso envelhecimento e, claro, "desaparecimento". Triste mas verdadeiro!

Mas há muita coisa boa. Mesmo muita. Um amor sem tamanho nem comparação.

Tudo isto para partilhar que o meu filho mais velho fez 10 anos por estes dias. Sim, dois dígitos. E a coisa está a ficar séria. Já tem telemóvel e tenho passado alguns minutos dos meus dias a falar com ele via Whatsapp. É muito estranho. Ainda não me habituei.

Ainda há uns meses o ajudava a caminhar ou a desviar-se daquelas esquinas “assassinas”, e agora já está ali a cuidar de si, a mandar mensagens de voz para os amigos – sim, eles não escrevem, falam.

E dou outro exemplo, com o mais novo, que está nos cinco anos... quase seis, - como ele faz questão de dizer sempre. Cheguei a casa e partilhei isto com eles. E não é que o mais novo me disse que há mais de dois dias que já andava a ouvir e que gostava muito!

Estou oficialmente desatualizado e a questão do “generation gap” começa a existir.

E ainda mais estranho é ouvir-me a falar como o meu pai para mim: “Como correu a escola, filho?”, “Tem cuidado com o telemóvel”.

 

Ser pai é isto tudo. Repetir as coisas que os nossos pais nos diziam. Passar valores e conhecer estas pessoas novas que nos invadem a vida e que agora começam a ter personalidade e gostos próprios. Nem sempre é fácil, mas dá muito sal ao dia-a-dia. É cansativo, mas brutal e dá sentido a vida (para aqueles que, como eu, sempre quiseram ser pais).