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Like A Man

18 de Setembro, 2020

É possível viver sem esperança?

Filipe Gil

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Vamos ser sinceros: andamos assustados! Todos. Mesmo aqueles que, armados em machos alfa, dizem à boca cheia que não. Mas a Covid-19 até a esses mete medo.

Talvez não tanto pelo vírus em si, apesar das incertezas de como ataca o ser humano sem um padrão definido ou até das possíveis sequelas que pode deixar no futuro. Ninguém sabe nesta altura.

Mas o medo vem de tudo o que este vírus está a destruir. E se os “meus” adoecem? E se os mais velhos forem infetados pelos mais novos? E se eu for internado num hospital sem poder ver os meus filhos/filhas durante várias semanas?

E ainda noutro nível de preocupações: e se a minha empresa despedir e eu for um deles? Como pago as contas? E se fecharem as escolas dos miúdos?

E como será o futuro, não o longínquo, o imediato. Será que vamos para novo confinamento na próxima semana ou daqui a duas? Será que vamos voltar a fechar, como aconteceu em março e abril?

Será que os suecos é que têm razão? Ou somos nós, os aparentemente bem comportados da Europa nisto das regras do vírus, que estamos melhor?

E quando posso voltar a jogar um futebol com os amigos? Ou ir com os filhos/filhas ao futebol?

Tudo isto e outras mais comesinhas coisas de que é feita a vida são todas uma grande incerteza.

Consegue o ser humano viver sem uma luz ao fundo do túnel? Conseguimos viver sem a esperança que nos faz mover no dia-a-dia?

Muita gente apela a que nos foquemos no presente, no agora, viver o momento, meditar. Pensar um dia de cada vez. Talvez seja por aí. Mas que é muito difícil, é.

Vamos sobreviver, isso é certo, já sobrevivemos à peste negra, à pneumónica há escassos 100 anos e vai voltar tudo ao que era quando se encontrar uma vacina. Mas até lá isto é tudo muito estranho. Mesmo muito estranho. A única certeza com que temos, nestes dias, é que não controlamos nada. Nada mesmo. Que lição vamos aprender com isto tudo?

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