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Like A Man

14 de Dezembro, 2019

Afinal, as série da Apple TV valem a pena?

Filipe Gil

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Por razões que não vale a pena aqui mencionar, tenho direito a um ano gratuito de Apple TV+. O serviço, lançado no passado dia 1 de novembro oferece várias séries (ainda muito poucas) e alguns filmes e documentários. Mas, será que vale a pena pagar os 4,99 euros por mês? 

Depende. Comparando com o serviço da Netflix ou da HBO e havendo apenas possibilidade de uma escolha diria que não. Mas talvez esses 5 euros mensais possam valer muito mais do que isso se percebemos bem o que podemos por lá ver.  Já tive tempo de ver algumas séries e passar os olhos por outras. Estas são as que merecem ser vistas (no título da série está o link para o trailer):

 

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The Morning Show

É a série de bandeira do serviço de streaming da Apple. Com Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carrell foca-se nos jornalistas e produtores de um programa da manhã na TV dos EUA, o The Morning Show . Calma, não é nenhum programa ao estilo do do Goucha ou da Cristina Ferreira. Nos EUA os programas da manhã são, na maioria, noticiosos feitos por jornalistas e temas mais leves. Saudades desse tipo de programas em Portugal. Mas, o que importa na série é que a personagem interpretada por Carrell vê-se envolvida num escândalo sexual com mulheres da sua equipa. Temas como o #metoo, as questões raciais e de igualdade de direitos estão entre as várias camadas da história. Até ao momento é a melhor série do serviço. Mas vejam a série que se segue.

 

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Truth to be Told

Confesso que de inicio não deu nada pelo assunto. É a história de uma jornalista negra norte-americana que depois de uma carreira de sucesso no The New York Times, volta à costa Oeste, de onde é natural, e passa a ter grande sucesso com uma série de podcasts criados por si. Pareceu-me idílico, tanto que menosprezei a série. Só que trama vai-se desenvolvendo e a jornalista percebe que se calhar errou nas notícias que escreveu e lhe deram sucesso no NY Times e que a colocar um adolescente na prisão com sentença perpétua. Agora, a jornalista aposta em redimir o seu possível erro e ajudar o agora adulto na prisão. Só que os vários anos de cadeira tornaram-no num adepto do nazismo, e vai daí...não conto mais, se não é a melhor série da Apple TV, anda lá perto. 

 

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Servant

O realizador M. Night Shyamalan está de volta e com uma série nem ao seu estilo. Interessante, pouco reveladora, com personagens esquisitas (e de volta aos ruivos e ruivas que ele tanto gosta de usar nas histórias) mas que dá vontade de ver e continuar a ver.  Nos cinco episódios já publicados no serviço de streaming (recordo que é emitido apenas 1 episódio por semana) começa a surgir o sentimento que tem dado cabo dos últimos filmes do realizador: mas não há mais nada que isto, isto deixou de ter lógica? 
A ver vamos. O universo criado pelo realizador, é sobre uma ama muito nova que vai viver para casa de um casal que perdeu o filho de meses. Estranho certo? Sim, mas muito bem feito. O casal, ele consultor de chefs, ela uma jornalista de programas estilo CMTV, e a ama estranha…bem, terão de ver que aí é que está a piada da série até ao momento.

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Helpsters (infantil)

Têm crianças entre os 6 e os 12 em casa? Eu tenho. E é por eles vejo que gostam muito desta série que se inspira no universo da Rua Sésamo e dos saudosos Marretas. Histórias de interação entre bonecos e humanos com aquele humor parvo que faz gargalhar crianças e sorrir os adultos. É, sobretudo um entretém para eles. 

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O Escritor Fantasma (juvenil)

Episódios curtos, histórias interessantes que podem, reforço o podem, levar as crianças e pré-adolescentes a ler livros. Sim, aqueles de papel que eles não ligam nenhuma a não ser por obrigação escolar. A história anda em volta de um, ou uma (?) fantasma amistoso que ajuda o grupo de crianças a resolver questões de personagens que saem dos livros, na maioria clássicos que todos nós conhecemos. 

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A série See (com o personagem principal interpretado pelo ator Jason Momoa - na imagem) merece ainda uma referência. Pela estranheza, pela ideia mais ou menos original - faz lembrar o Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago. Mas ao mesmo tempo é entediante. Vale pelas excelentes interpretação e pelo punch que sempre tem no final e que nos faz querer ver mais, mesmo sabendo que é um pouco aborrecido. 

O meu veredicto final é que vale a pena investir os 5 euros por mês para ver estas séries. Por lá há mais. E há realizadores, como Steven Spielberg, a preparar novas séries para o serviço de streaming da marca da maçã. 

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